COMENTE

Sua opinião é importante. Comente, critique, sugira, participe da discussão.



sábado, 22 de julho de 2017

quarta-feira, 19 de julho de 2017

PÉS E ASAS

Começa hoje o maior festival de dança do mundo, em Joinville.  Http://www.prosapoesiaecia.xpg.uol.com.br


sexta-feira, 14 de julho de 2017

quarta-feira, 12 de julho de 2017

quarta-feira, 5 de julho de 2017

"ESQUECENDO LIVROS"



   Por Luiz Carlos Amorim – Escritor, editor e revisor – Fundador e presidente do Grupo Literário A ILHA, que completa 37 anos de literatura neste ano de 2017. Cadeira 19 da Academia Sulbrasileira de Letras. http://www.prosapoesiaecia.xpg.uol.com.brhttp://luizcarlosamorim.blogspot.com.br

Eu venho “esquecendo” livros em aeroportos, navios, portos, em lugares públicos em outros países, inclusive, há vários anos. Foi uma ideia que surgiu inadvertidamente, sem nenhuma pretensão, mas que trazia prazer em fazer, pois é muito bom imaginar que alguém vai achar o livro e vai levá-lo para ler. E o que é melhor ainda, pode passá-lo adiante, depois, para que outras pessoas possam lê-lo, também.
Então fico sabendo, há pouco tempo, que minha amiga Norma, escritora e cronista da nossa Ilha de Santa Catarina, também faz isso há um bom tempo, sempre “esquecendo” livros por onde quer que vá. E ela até fica à espreita, às vezes, para ver a reacção da pessoa que vai achar o livro. A pessoa vai levar o livro, vai lê-lo ali mesmo e depois deixá-lo no mesmo lugar? Ela me disse que já se surpreendeu com o que viu. Por exemplo: uma pessoa apanhou o livro, inspeccionou-o, olhou para os lados, como para ver se alguém estava olhando, colocou-o na bolsa e foi embora, de fininho. Como se achasse um tesouro. Não é interessante?
Dia destes, recebi uma mensagem de um outro escritor, o poeta Roney, que anunciava o projeto “Esqueça um livro e espalhe conhecimento”, já na segunda edição neste ano de 2017, ou seja: está instituído o “Dia de esquecer livros”, no dia 25 de julho. O projeto conclama a todos a esquecerem livros  na padaria, no banco da praça, nos pontos de ônibus, dentro do ônibus, dentro do trem, dentro do metrô, no restaurante, em todo lugar público. Até sugeria um bilhete para se deixar no livro a ser esquecido: “Você achou este livro, agora ele é seu”. Eu acrescentaria, como fazia na página de dedicatória dos livros que “esqueci” por aí: Leve o livro, leia e, se puder, esqueça-o em algum lugar público para que outra pessoa venha a lê-lo.
Tudo isso para dizer que essa gesto de “esquecer” um livro pode fazer a gente muito feliz. E faz. Outro dia, numa reunião de escritores que fizemos em Santo Antonio de Lisboa, deixei no restaurante um livro com a mensagem sobre a qual já falamos: leia e deixe o livro num local como este, para que outra pessoa o ache e possa ler. Pois no último final de semana, em outro encontro, uma nova adesão da nossa Confraria do Pessoas, a escritora Cláudia Kalafatás, com esse nome bonito e tudo, me dizia que foi ela a leitora que pegou o livro que deixei lá em Santo Antonio de Lisboa. E que ela já tinha copiado alguns poemas e já o tinha “esquecido” em outro lugar. Não é sensacional?  Conheci uma das pessoas que encontrou um de meus livros, e ela me disse que gostou de alguns poemas e que até os copiou. É pra ficar feliz, vamos combinar.
E ainda ganhei de presente o livro da escritora, poetisa de mão cheia, que escreve coisas belíssimas como “Dimensão: Quero que meus olhos / contem aos teus / o quanto me és.”
Então, “esquecer” livros é fundamental. Quantos leitores lerão nossos livros “esquecidos”? Um, nenhum, muitos? Não importa. O que importa é que isso significa a oportunidade de ler, de gostar de ler, de ter e manter o hábito de ler para muitas pessoas. Significa incentivar a leitura. E leitura é tudo. É descoberta, é conhecimento, é entretenimento, é cultura. É oportunidade de uma vida melhor, pois estudar é ler, ler é estudar. E estudar é se preparar para a vida, é garantir para cada um de nós uma vida digna.

sexta-feira, 30 de junho de 2017

CORES NO MEU INVERNO

Por Luiz Carlos Amorim – Escritor, editor e revisor – Fundador e presidente do Grupo Literário A ILHA, que completa 37 anos de literatura neste ano de 2017. Cadeira 19 da Academia Sulbrasileira de Letras. http://www.prosapoesiaecia.xpg.uol.com.brhttp://luizcarlosamorim.blogspot.com.br

O inverno chegou e meu pé de jacatirão (ou manacá-da-serra, que é como se chama essa variedade de jacatirão de inverno) só agora começou a florescer. Está atrasado, em relação aos outros, mas tem botões, muitos botões e alguns já estão abrindo. É que os outros tantos pés de jacatirão, por aí, já começaram a florir há mais de mês, por conta da desorientação das estações, que não estão muito fiéis aos seus tempos, chegando antes, chegando depois, às vezes quase não chegando. Mas o importante é que meu pé de jacatirão-manacá acabou de estrear: é sua primeira florescência. O outro pé de manacá-da-serra que eu tinha no centro do  jardim morreu: eu o podei exageradamente, talvez, no ano passado e ele não brotou mais. Mas a natureza é mágica e, sem que eu plantasse, cresceu outro pé de manacá-jacatirão no jardim e ele está para estrear suas flores.
A verdade é que com o desequilíbrio climático, quase nada floresce no tempo certo, mas o meu manacá-da-serra, o meu jacatirão de jardim, não alinhou-se com os outros e parece que vai florescer na época certa. Só ele, parece, começa a florescer no inverno, como deve ser.
As primeiras duas ou três flores que desabrocharam, com suas pétalas brancas, me deixaram muito feliz, pois é como se a primavera visitasse a minha casa, em pleno inverno. E as pétalas vão ficando mais vermelhas, a cada dia, e novas brancas vão aparecendo, para passarem por um degradé e ficarem quase da cor do vinho. E o processo vai se renovando e as cores vão permanecendo.
Este ano não plantei amor-perfeito e petúnias, por isso meu jardim estava um pouco triste. Mas, por outro lado, já estou colhendo morangos, tenho bastante manjericão para temperar peixe, fazer molho pesto e defumar anchovas e tenho, também, hortelã, cana-limão, sálvia, guaco e alecrim, para fazer chá e enfrentar a gripe que vem por causa do frio. E salsinha, cebolinha, os temperinhos verdes que não podem faltar. Além de alguns pés de hibisco, que florescem fabulosamente em qualquer estação.
E ainda há tempo para plantar os amores-perfeitos e petúnias, para fazerem companhia aos jacatirões floridos e assim deixar mais colorida e feliz a minha casa. Dos dois pés de funcionárias que lá existiam, um ainda insiste em florescer. O outro, os mesmos bichos que comem minhas folhas de couve comeram ele todo, deixando só a raiz.
Mas nem ligo, porque meu jacatirão está cheio de botões.