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domingo, 16 de abril de 2017

CONFRARIA DO PESSOAS



Por Luiz Carlos Amorim - Escritor, editor e revisor, Fundador e presidente do Grupo Literário A ILHA, com 36 anos de trajetória, cadeira 19 na Academia SulBrasileira de Letras. http://luizcarlosamorim.blogspot.com.brhttp://www.prosapoesiaecia.xpg.uol.com.br

Eu andava com muita saudade dos encontros semanais com o saudoso Júlio de Queiroz, talvez o maior escritor catarinense da contemporaneidade. Nós nos encontrávamos com o Júlio, três, quatro ou cinco pessoas, para conversar sobre literatura, sobre artes, sobre vida. E ele era um homem culto, experiente, inteligente, que sabia como ninguém escrever e contar histórias. Era, acima de tudo, um grande amigo. E encontrar com amigos é tudo.
Então andava com saudades de me reunir de novo com os amigos, regularmente: escritores, poetas, leitores. Então surgiu a Confraria do Pessoas, e a Norma, a cronista da Ilha, que organizou um sarau que provocou o surgimento da confraria, o Roney, poeta também da Ilha e a Fátima, poetisa de Laguna que aportou na Ilha, que estão envolvidos com essas novidades, me convidaram para integrar este encontro de pessoas que gostam de poesia, de literatura, de arte, de cultura e de Portugal.
Então tenho orgulho de fazer parte da Confraria do Pessoas. Por que do Pessoas? Como disse Norma, porque Pessoa é vasto, é múltiplo, é muitos. E porque amamos Fernando Pessoa e todos os seus heterônimos. Então sou uma das pessoas que compõe a Confraria do Pessoas. E isso me deixa muito feliz, porque os encontros semanais estão se sucedendo e cada vez mais pessoas tem aderido a ele. E temos ido a diferentes lugares da Ilha para engendrar outros encontros em novos lugares, não só da Ilha, para falar poesia, para consumir poesia, para dividir poesia. Poesia brasileira, poesia portuguesa, poesia lusófona. Literatura lusófona. É quase um sarau, em bares, restaurantes, em pizzarias e nem nós sabemos em que outros lugares. Lugares para lermos poesia ou até mesmo prosa em voz alta, para que até as outras pessoas presentes possam ouvir, se quiserem.
E falamos também de Portugal, além da literatura daquele país que todos nós do grupo amamos: falamos das suas cidades, das suas gentes, da sua cultura, da sua arte, de tudo que amamos na terrinha. E amamos muito aquele terra, tanto que na primeira reunião foi pensado um grupo no Face, com o nome de AMOR À PORTUGAL, onde postamos tudo o que se refere à terrinha, inclusive literatura. E mais simpatizantes da terrinha vão aderindo. Gente que já foi para lá, como eu, que vou pela sétima vez, e gente que quer ir o quanto antes.
Além da página no Face para dividir o amor por Portugal, foi inaugurada também a página da Confraria do Pessoas. Lá, na abertura da página, consta: “Na Confraria tudo é novíssimo de tão velho e a cada encontro experimentamos lugares, recebemos visitas, acolhemos um novo achegado e inauguramos jeitos mantido o propósito do Ativismo Poético com os dados proselitismos: nossa causa é a Poesia. Nossa religião, a Beleza. Nosso único partido, a Utopia de mundar o Mundo para melhor, pois pra pior já tem muita gente trabalhando. Sim, nós estamos querendo te convencer.”
De maneira que habemos encontros de poetas, novamente, para falar de livros, de autores, para dizer poesia, mesmo que não sejamos declamadores, um tributo ao nosso poeta mor Júlio de Queiroz, que continua presente em nossas reuniões, imortal, através da sua poesia e a todos os poetas do mundo.
Somos a Confraria do Pessoas. Amamos poesia, amamos Fernando Pessoa, o Pessoas, amamos Portugal. Se você também ama tudo isso, visite as páginas do Facebook AMOR A PORTUGAL e CONFRARIA DO PESSOAS. Quem sabe não nos encontramos fora delas?

sábado, 15 de abril de 2017

A PÁSCOA E O MEU AVÔ



Por Luiz Carlos Amorim - Escritor, editor e revisor, Fundador e presidente do Grupo Literário A ILHA, com 36 anos de trajetória, cadeira 19 na Academia SulBrasileira de Letras. http://luizcarlosamorim.blogspot.com.brhttp://www.prosapoesiaecia.xpg.uol.com.br

A Páscoa está chegando e chega bem a propósito, pois o mundo esta precisando de renovação, de renascimento, de libertação, tudo o que ela significa. O mundo está por demais conturbado, o ser humano está perdendo a sua essência e a violência e o ódio estão tentando calar a voz da paz, da harmonia, da tolerância. Então precisamos, todos, refletir sobre o sentido da Páscoa e procurar o caminho do renascimento deste nosso mundo, o caminho da união e do perdão, da capacidade que ainda temos de sermos generosos, da conscientização de que precisamos mudar.

Apesar de tudo isso,  Páscoa me traz a lembrança, mais uma vez do meu avô Lúcio.
Digo que a Páscoa faz que ele se faça mais presente na lembrança, porque ele morava em Corupá, quando eu era criança, mas quando eu tinha uns 6 ou 7 anos ele mudou-se para Joinville. Ele era ferroviário, assim como quase todos na família, e a imagem dele chegando a nossa casa com uma cesta de vime pendurada no braço direito não me sai da memoria. Nossa casa ficava distante da estação ferroviária, em Corupá, mais ou menos uns dois quilômetros. Mas lá vinha ele, a pé, com a cesta cheia de guloseimas para nós, os netos. Ele trazia aquelas balas grandes e coloridas, do tamanho de um ovo de galinha, que hoje já não existem mais, trazia coco Indaial, um coco amarelo do tamanho de um ovo de galinha, também, com uma ou duas amêndoas dentro, do tamanho de uma castanha do Pará, talvez, coisa que já não vejo há décadas, infelizmente, e que na verdade se chamava babaçu. Trazia tucum maduro – uma fruta parecida com butiá, mas preta - a gente come a casca e o coquinho que tem dentro. Trazia goiabas, trazia maria-mole, trazia aquelas balas coloridas que eram cortadas em fatias grossas, que tinham um desenho no interior, nem sei se elas ainda existem.
Era uma festa a chegada do meu avô a nossa casa em Corupá. Acho que ele ficava colecionando todas essas frutas e doces para encher a cesta e, num seu dia de folga, tocar para Corupá para entregar tudo aquilo pra gente. Coisas simples, mas que eram oferecidas com carinho e tinham um valor incomensurável. Tinham um gosto de Páscoa, pois ele provava e renovava o seu carinho pelos netos.
Hoje os avôs não dão, absolutamente, esse tipo de presente. Hoje os avôs dão brinquedos eletrônicos, como jogos, smartfones, tablets, consoles, etc. Mas aqueles tempos do meu avô eram felizes e dá uma saudade muito grande.
Não lembro mais do rosto do meu avô, só lembro que ele era careca, tinha apenas uma coroa ao redor da cabeça. Acho que lembro disso porque também estou ficando careca e talvez fique igual a ele. E, engraçado, apesar de não lembrar do rosto dele, eu ainda o vejo chegando com a cesta no braço, cheia de oferendas. Como se fosse a Páscoa chegando. Saudade.

sábado, 8 de abril de 2017

ATÉ QUANDO PAGAREMOS A CONTA?



Por Luiz Carlos Amorim - Escritor, editor e revisor, Fundador e presidente do Grupo Literário A ILHA, com 36 anos de trajetória, cadeira 19 na Academia SulBrasileira de Letras. 

A reforma da previdência é inadiável, não se pode negar, outras reformas também são, e qualquer que fosse o presidente no poder teria que fazê-las, obrigatoriamente. Não importa se desse ou daquele partido, as reformas são urgentes. Aliás, já deveriam ter sido feitas há muito tempo, e esse é um ponto importante, que deve ser levado em conta: não gosto do atual presidente, acho que é, simplesmente, o “político” padrão da atualidade - e isso não é um elogio, absolutamente , mas tenho que admitir que o estado em que se encontra o Brasil hoje, quebrado,  não é coisa do governo dele, a não ser pelo fato de que ele já fazia parte do governo anterior. O estrago já vem  de bem antes. A contenção, a ocultação dos problemas,  pelos últimos governos, o fato de esconderem a verdadeira situação de tudo neste país e de escamotearem, de maquiarem as coisas, de segurarem preços que precisavam ser atualizados, para parecer que tudo ia  bem, tinha que resultar num estouro, num desmascaramento. Algum dia a verdade teria que aparecer, e apareceu. Estourou na mão dos próprios “governantes” que provocaram tudo, mas tiveram a sorte de tirar o corpo fora na hora certa e deixar o abacaxi nas mãos de outros sedentos de poder a qualquer custo, que também só querem fazer com que alguém pague a conta. E adivinhem quem é esse alguém? O povo, claro.
Então, aí está o país falido, roubado, acabado. E os “políticos” de plantão em polvorosa, projetando uma reforma da previdência que vai fazer o cidadão brasileiro trabalhar até morrer: para se aposentar, ele precisará contribuir por 49 anos. O interessante é que os políticos “desviam” o dinheiro público e quem tem que repor o que foi roubado é o povo, o cidadão brasileiro.  O mesmo cidadão que pagou os impostos e taxas que compõe o dinheiro público, o dinheiro que enche os cofres públicos. Todos que “desviaram” recursos públicos deveriam devolver aos cofres públicos o que roubaram, com juros e correção. Mas não é bem o que acontece, muito pouco dinheiro “desviado” é recuperado. Alguns dos “políticos” que “desviaram” dinheiro público até estão presos, mas todos devolveram o que foi “desviado”? E os outros, que nem na cadeia estão? A solução é sempre muito fácil: sumiu o dinheiro, o povo paga de novo, paga em dobro.
E mais, os “políticos” no poder são rápidos em querer que os cidadãos brasileiros trabalhem por, no mínimo, 49 anos, mas não falam em cortar os salários milionários, privilégios e regallias de veradores, prefeitos, deputados, senadores, ministros, presidente, etc, que nós, o povo, pagamos. Se fizessem isso, um bom dinheiro permaneceria nos cobres públicos, para serem usados em favor do povo, como deve ser. E se não “desviassem” dinheiro público, então, o país teria dinheiro para tudo o que precisa ser feito na saúde, na educação, na segurança, na mobilidade e tudo o mais, e todos estariam empregados e consumindo plenamente, aumentando ainda mais a arrecadação de impostos e, consequentemente, de recursos públicos.
Perceberam que não falei a palavra corrupção, em todo o texto? Não precisou, ela está por trás de tudo e é redundante mencioná-la.

segunda-feira, 27 de março de 2017

NÓS E O OUTONO



Por Luiz Carlos Amorim - Escritor, editor e revisor, Fundador e presidente do Grupo Literário A ILHA, com 36 anos de trajetória, cadeira 19 na Academia SulBrasileira de Letras. http://luizcarlosamorim.blogspot.com.brhttp://www.prosapoesiaecia.xpg.uol.com.br


O outono chegou, e chegou na hora certa. O descompasso do clima, causado pelo desrespeito ao meio ambiente e à natureza por parte do ser humano, não atrasou o verão, entrando pelo outono adentro, como em outros anos e a nova estação  começou exatamente quando devia começar. Bônus para nós, quem nem merecemos.
Gosto do verão, mas esse último foi muito quente – quente demais – e é um alívio ver que com o outono o tempo ficou menos quente, já não é mais preciso ligar ar condicionado à noite, a chuva tem comparecido com mais frequência, as temperaturas estão agradáveis.
Finalmente chega o outono e a esperança é de que o tempo continue mais temperado, afinal estamos entrando na meia-estação. Agora, poderemos nos vestir melhor, poderemos fazer atividades várias sem suar em bicas, sem precisar estar ligando ventiladores, condicionadores de ar, etc.

As árvores, algumas delas, começarão a perder as folhas, a paisagem não será tão bonita como na primavera, mas em alguns lugares, pelo menos aqui pelo sul, temos plátanos, e eles ficam lindos nessa época. Temos, também, a quaresmeira, o jacatirão da época da Páscoa, que começa a sua florescência e deixa as matas coloridas e festivas, como se fora primavera.

E em junho, no final da estação, começa a florescer o jacatirão de inverno ou manacá-da-serra, as paineiras, as azaléias e por aí afora. E dá-se a passagem do outono para o inverno da maneira mais bela possível.  Quem disse que o outono não é estação de cores?

Então, seja bem-vindo, outono, com temperaturas mais aconchegantes, com menos seca e com um pouquinho mais de chuva, com clima bom para aproximar mais as pessoas. Noites mais frescas, boas para reuniões para degustação de bons pratos, boas bebidas, bons vinhos.

Tempo de mais abraços, mais carinhos, mais amores. Tempo de aproximação, de mais calor humano, diferente do calor escaldante do verão. Tempo de ser feliz, de fazer feliz, de cuidar bem desse nosso Planeta Terra que merece mais do nosso carinho e atenção.

terça-feira, 21 de março de 2017

ÁGUA, A VIDA DA TERRA

     Por Luiz Carlos Amorim - Escritor, editor e revisor, Fundador e presidente do Grupo Literário A ILHA, com 36 anos de trajetória, cadeira 19 na Academia SulBrasileira de Letras. http://luizcarlosamorim.blogspot.com.brhttp://www.prosapoesiaecia.xpg.uol.com.br

Dia 21 de março é o Dia Mundial da Terra e o dia 22 é o Dia Mundial da Água. Tudo para o que devemos dar a maior importância, pois temos que cuidar do lugar onde vivemos e da água, sem a qual não há vida. Como já disse em outras oportunidades, estamos cuidando muito mal do nosso planeta, do nosso meio-ambiente, do lugar em que vivemos. Estamos cuidando muito pouco ou quase nada da nossa água, nem diria só da água doce.
O que a Mãe Natureza precisará fazer para que nos convençamos de que estamos destruindo nosso meio ambiente, nosso planeta? Como diziam meus avós, ela sempre pega o que é dela de volta. A natureza não manda recados, ela age. Ainda mais em ela vendo que não estamos cuidando nada do nosso planeta, da água, do ar, do solo, não estamos levando a sério o fato de que se não tratarmos deles, ninguém o fará por nós. E tratar do planeta, tratar do meio ambiente é tratar de nós mesmos.
A água é vida, para nós, seres humanos. Se não houver água, nós não existiremos. E nós insistimos em poluir os rios e o mar, jogando neles lixo, desaguando esgoto, envenenando tudo.
Quando vamos aprender? Quando for tarde demais? Já não chega os tantos rios mortos que cortam as nossas cidades, alguns até escondidos em galerias, pois o ser humano sente vergonha, mas não se emenda.
A água de nossos rios está tão poluída que o tratamento pelo qual ela passa, para ir para nossas casas e podermos bebê-la, já quase não está conseguindo limpá-la, torná-la potável. Isso é muito grave. Já é temerário beber água da torneira. Sem contar que a água doce já está faltando em algumas grandes cidades, pois as chuvas não são mais regulares como antigamente. O homem maltratou muito o meio ambiente e o clima, as estações já não são mais regulares, estão fora de controle. O calor do verão é escaldante e seca tudo.
Precisamos nos conscientizar de que, se inutilizarmos a água que ainda temos, ela não vai se filtrar sozinha para voltar para nós. A natureza é generosa, mas ela tem limites. E temos visto que ela se rebela, com tanto desrespeito, tanta irresponsabilidade.
Então, temos que nos unir em volta do planeta para proteger a água, para protegermos a Terra. Sem ela não há futuro. Mas isso todos nós sabemos. Então, por que não fazemos nada?
O ser humano é engraçado, parece que tem prazer em destruir tudo a sua volta. É hora de acordarmos. A Natureza não espera. O Universo não perdoa.

segunda-feira, 20 de março de 2017

DIA DA TERRA, DIA DE FLORIANÓPOLIS



 Por Luiz Carlos Amorim - Escritor, editor e revisor - Http://www.prosapoesiaecia.xpg.uol.com.br


Dia 21 de março é o Dia Mundial da Terra e o dia 22 é o Dia Mundial da Água. Tudo o que devemos dar a maior importância, pois temos que cuidar do lugar onde vivemos e da água, sem a qual não há vida. Como já disse em outras oportunidades, estamos cuidando muito mal do nosso planeta, do nosso meio-ambiente, do lugar em que vivemos. Estamos cuidando muito pouco ou quase nada da nossa água, nem diria só da água doce.
O que a Mãe Natureza precisará fazer para que nos convençamos de que estamos destruindo nosso meio ambiente, nosso planeta? Como diziam meus avós, ela sempre pega o que é dela de volta. Ainda mais em ela vendo que não estamos cuidando nada do nosso planeta, da água, do ar, do solo, não estamos levando a sério o fato de que se não tratarmos dele, ninguém o fará por nós. E tratar dele, tratar do meio ambiente é tratar de nós mesmos.
A água é vida, para nós, seres humanos. Se não houver água, nós não existiremos. E nós insistimos em poluir os rios e o mar, jogando neles lixo, desaguando esgoto, envenenando tudo.
Quando vamos aprender? Quando for tarde demais? Já não chega os tantos rios mortos que cortam as nossas cidades, alguns até escondidos em galerias, pois o ser humano sente vergonha, mas não se emenda.
A água de nossos rios está tão poluída que o tratamento pelo qual ela passa, para ir para nossas casas e podermos bebê-la, já quase não está conseguindo limpá-la, torná-la potável. Isso é muito grave. Já é temerário beber água da torneira.
Precisamos nos conscientizar de que, se inutilizarmos a água que ainda temos, ela não vai se filtrar sozinha para voltar para nós. A natureza é generosa, mas ela tem limites. E temos visto que ela se rebela, com tanto desrespeito, tanta irresponsabilidade.
Então, temos que nos unir em volta do planeta para proteger a água, para protegermos a Terra. Sem ela não há futuro. Mas isso todos nós sabemos. Então, por que não fazemos nada?