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terça-feira, 21 de março de 2017

ÁGUA, A VIDA DA TERRA

     Por Luiz Carlos Amorim - Escritor, editor e revisor, Fundador e presidente do Grupo Literário A ILHA, com 36 anos de trajetória, cadeira 19 na Academia SulBrasileira de Letras. http://luizcarlosamorim.blogspot.com.brhttp://www.prosapoesiaecia.xpg.uol.com.br

Dia 21 de março é o Dia Mundial da Terra e o dia 22 é o Dia Mundial da Água. Tudo para o que devemos dar a maior importância, pois temos que cuidar do lugar onde vivemos e da água, sem a qual não há vida. Como já disse em outras oportunidades, estamos cuidando muito mal do nosso planeta, do nosso meio-ambiente, do lugar em que vivemos. Estamos cuidando muito pouco ou quase nada da nossa água, nem diria só da água doce.
O que a Mãe Natureza precisará fazer para que nos convençamos de que estamos destruindo nosso meio ambiente, nosso planeta? Como diziam meus avós, ela sempre pega o que é dela de volta. A natureza não manda recados, ela age. Ainda mais em ela vendo que não estamos cuidando nada do nosso planeta, da água, do ar, do solo, não estamos levando a sério o fato de que se não tratarmos deles, ninguém o fará por nós. E tratar do planeta, tratar do meio ambiente é tratar de nós mesmos.
A água é vida, para nós, seres humanos. Se não houver água, nós não existiremos. E nós insistimos em poluir os rios e o mar, jogando neles lixo, desaguando esgoto, envenenando tudo.
Quando vamos aprender? Quando for tarde demais? Já não chega os tantos rios mortos que cortam as nossas cidades, alguns até escondidos em galerias, pois o ser humano sente vergonha, mas não se emenda.
A água de nossos rios está tão poluída que o tratamento pelo qual ela passa, para ir para nossas casas e podermos bebê-la, já quase não está conseguindo limpá-la, torná-la potável. Isso é muito grave. Já é temerário beber água da torneira. Sem contar que a água doce já está faltando em algumas grandes cidades, pois as chuvas não são mais regulares como antigamente. O homem maltratou muito o meio ambiente e o clima, as estações já não são mais regulares, estão fora de controle. O calor do verão é escaldante e seca tudo.
Precisamos nos conscientizar de que, se inutilizarmos a água que ainda temos, ela não vai se filtrar sozinha para voltar para nós. A natureza é generosa, mas ela tem limites. E temos visto que ela se rebela, com tanto desrespeito, tanta irresponsabilidade.
Então, temos que nos unir em volta do planeta para proteger a água, para protegermos a Terra. Sem ela não há futuro. Mas isso todos nós sabemos. Então, por que não fazemos nada?
O ser humano é engraçado, parece que tem prazer em destruir tudo a sua volta. É hora de acordarmos. A Natureza não espera. O Universo não perdoa.

segunda-feira, 20 de março de 2017

DIA DA TERRA, DIA DE FLORIANÓPOLIS



 Por Luiz Carlos Amorim - Escritor, editor e revisor - Http://www.prosapoesiaecia.xpg.uol.com.br


Dia 21 de março é o Dia Mundial da Terra e o dia 22 é o Dia Mundial da Água. Tudo o que devemos dar a maior importância, pois temos que cuidar do lugar onde vivemos e da água, sem a qual não há vida. Como já disse em outras oportunidades, estamos cuidando muito mal do nosso planeta, do nosso meio-ambiente, do lugar em que vivemos. Estamos cuidando muito pouco ou quase nada da nossa água, nem diria só da água doce.
O que a Mãe Natureza precisará fazer para que nos convençamos de que estamos destruindo nosso meio ambiente, nosso planeta? Como diziam meus avós, ela sempre pega o que é dela de volta. Ainda mais em ela vendo que não estamos cuidando nada do nosso planeta, da água, do ar, do solo, não estamos levando a sério o fato de que se não tratarmos dele, ninguém o fará por nós. E tratar dele, tratar do meio ambiente é tratar de nós mesmos.
A água é vida, para nós, seres humanos. Se não houver água, nós não existiremos. E nós insistimos em poluir os rios e o mar, jogando neles lixo, desaguando esgoto, envenenando tudo.
Quando vamos aprender? Quando for tarde demais? Já não chega os tantos rios mortos que cortam as nossas cidades, alguns até escondidos em galerias, pois o ser humano sente vergonha, mas não se emenda.
A água de nossos rios está tão poluída que o tratamento pelo qual ela passa, para ir para nossas casas e podermos bebê-la, já quase não está conseguindo limpá-la, torná-la potável. Isso é muito grave. Já é temerário beber água da torneira.
Precisamos nos conscientizar de que, se inutilizarmos a água que ainda temos, ela não vai se filtrar sozinha para voltar para nós. A natureza é generosa, mas ela tem limites. E temos visto que ela se rebela, com tanto desrespeito, tanta irresponsabilidade.
Então, temos que nos unir em volta do planeta para proteger a água, para protegermos a Terra. Sem ela não há futuro. Mas isso todos nós sabemos. Então, por que não fazemos nada?

quarta-feira, 8 de março de 2017

CORES PELOS CAMINHOS

Por Luiz Carlos Amorim - Escritor, editor e revisor, Fundador e presidente do Grupo Literário A ILHA, com 36 anos de trajetória, cadeira 19 na Academia SulBrasileira de Letras. http://luizcarlosamorim.blogspot.com.brhttp://www.prosapoesiaecia.xpg.uol.com.br

Mais uma vez fui ao porto de Santos e, voltando de lá, de um cruzeiro no navio Costa Fascinosa que não recomendo, em fevereiro, fico extasiado com o espetáculo descortinado diante de meus olhos ávidos de cor e luz. Falo do jacatirão nativo que vejo explodir em flores no fim da primavera e no verão, aqui em Santa Catarina e no Paraná, onde os vejo sempre.

Sabia que eles existiam pelo Brasil afora e agora sou testemunha: eles são belíssimos e em grande quantidade nas matas cortadas pelas rodovias do norte do Paraná e principalmente em São Paulo. Depois de Registro e até perto de Santos o quadro é de uma beleza grandiosa: o jacatirão domina a paisagem, enchendo a mata verde de manchas vermelhas.

Considerava-me privilegiado em ter a profusão de flores de jacatirão no verão, no norte e nordeste da nossa Santa e bela Catarina, mas fico feliz de saber que o privilégio não é só nosso, que os paulistas também são abençoados pela Mãe Natureza com essas árvores generosas e majestosas.

Há, também, flamboiãs vermelhíssimos, pelos caminhos, além de primaveras enormes e muito floridas, mas nada que se comparasse aos jacatirões, que espalham suas incontáveis flores pelas florestas que se espraiam pelos lados das rodovias paulistas, paranaenses, catarinenses. E, quiçá, de tantos outros estados.

Impossível não vê-los e não admirá-los, árvores singelas e majestosas ao mesmo tempo, a balançarem seus galhos pejados de flores que vão do branco ao vermelho, algumas pendendo para o lilás.

Elas estão lá, no nosso caminho, mostrando que Mãe Natureza ainda nos ama, a nós, seres humanos, que desdenhamos tanto dela, que a menosprezamos tanto. Mas é preciso, repito mais uma vez, olhar e ver. Algumas coisas belas estão sempre ao alcance dos nossos olhos, sempre no nosso caminho e, de tão presentes, acabamos não vendo. Olhamos e não vemos. Temos de olhar e ver, para atribuir-lhes o devido valor e preservá-las, pois do contrário podem não estar mais lá amanhã.

Então, irmãos de todos os lugares, verão é tempo de jacatirão, de flamboiã, de primaveras floridas. Não deixem de vê-los. São espetáculos gratuitos e enchem os olhos e o coração.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

NOTÍCIAS DE PORTUGAL



Por Luiz Carlos Amorim - Escritor, editor e revisor, Fundador e presidente do Grupo Literário A ILHA, com 36 anos de trajetória, cadeira 19 na Academia SulBrasileira de Letras. http://luizcarlosamorim.blogspot.com.brhttp://www.prosapoesiaecia.xpg.uol.com.br

Duas coisas boas, nos últimos dias, me remeteram à terrinha, aquela Portugal linda e única do outro lado do oceano. Tenho saudades muitas de Lisboa – a cidade da luz única: Luzboa; Porto, Coimbra, Sintra, Extremoz, Douro, Óbidos, Évora, Guimarães e tantos outros lugares por onde passei.
A primeira coisa, a notícia de que a cantora brasileira Adriana Calcanhoto, grande estudiosa da poesia e entusiasta da poesia cantada, está na nossa querida Portugal, para dar uma série de masters classes na famosa Univesidade de Coimbra.
Adriana nunca dissossiou a poesia da música. Isso me faz pensar que, quando o Bob Dylan ganhou o Nobel de Literatura – e ela já tinha incluído Dylan na sua aula de trovadores medievais e contemporâneos – eu não concordei muito com um cantor ganhando um Nobel de Literatura. Pensei que deveria haver alguma obra de algum escritor, por todo este mundão de Deus, que merecesse o prêmio. Mas agora percebo que a Academia pode ter sua razão, pois Adriana Calcanhoto me abriu os olhos, com sua paixão e seu conhecimento da poesia cantada, me lembrando que  muitos poemas da melhor qualidade são cantados todos os dias, mesmo quando não são poemas de poetas consagrados musicados. Que algumas letras de músicas não são apenas letras, mas poemas.
Li a entrevista de Adriana Calcanhoto no Diário de Notícias de Lisboa, entrevista alentada, grande mesmo, mas deliciosa de ler. Ou “ouvir”. Fiquei triste quando acabou. Senti orgulho de ser brasileiro, Adriana. De ser poeta. Tenho só um poema meu musicado, mas vou pedir para o Pierre Aderne, cantor e compositor da família que faz sucesso no Brasil, em Portugal, nos Estados Unidos, na Polônia, no Japão e por aí afora, para ver se tenho algum poema bom o bastante para ser musicado. Como Adriana nos ensinou, poesia e música tem tudo a ver. Eu, disse, uma vez, num poema, que a música é a poesia do som. E Adriana confirma.
Segunda coisa boa: no dia do meu aniversário, 16 de fevereiro, ao receber os parabéns da filha Daniela e do genro Pierre Aderne, eis que ganho de presente um concerto, ao vivo, via Facetime. Pierre cantou o “Parabéns a você” ao violão, em ritmo de fado e mais, cantou uma das músicas do seu novo CD, “Da Janela de Inês”, que nem tinha sido lançado ainda, seria lançado no dia seguinte, 17 de fevereiro. Foi muito lindo. Obrigado, Pierre. Pierre é francês, mas cresceu no Brasil, então é um francês muito brasileiro, é um carioca autêntico. E ele leva a música popular brasileira, de Portugal e de outros países pelo mundo. No Brasil, teve vários programas produzidos e apresentados por ele no Canal Brasil, como “Música Portuguesa Brasileira”, “Rua das Pretas”, “Cantoras Portuguesas”, etc. O novo CD de Pierre, “Da Janela de Inês”, pode ser pedido nas lojas Fnac.
O concerto ao vivo de Pierre foi um daqueles presentes tipo “a coisa linda do dia”, como diria minha amiga cronista Norma Bruno, que segue daqui alguns meses para Portugal, para passar um meses lá e ser a cronista do Porto, também. Acho que vou também. Adoro aquela terrinha, adoro Portugal. Vamos passear por lá com Norma, para instigar-lhe ainda mais a inspiração. E escrever a continuação de "Portugal, Minha Saudade", quem sabe.

sábado, 11 de fevereiro de 2017

VIAJANDO COM A COSTA CRUZEIROS




Por Luiz Carlos Amorim - Escritor, editor e revisor, Fundador e presidente do Grupo Literário A ILHA, com 36 anos de trajetória, cadeira 19 na Academia SulBrasileira de Letras. http://luizcarlosamorim.blogspot.com.brhttp://www.prosapoesiaecia.xpg.uol.com.br

Já fiz mais de dez cruzeiros pelo Brasil e pelo mundo e já tinha viajado pela Costa Cruzeiros e não tinha gostado. Como queria levar de novo minha mãe e na data pretendida só havia vaga naquela companhia, encaramos de novo a Costa. Embarcamos no Costa Fascinosa para a Argentina e Uruguai, em quase fim de Janeiro para tornar no início de Fevereiro.
As “inconsistências” já começaram cedo: o cartão chave não foi entregue na entrada do navio, como em todas as outras companhias. Ficamos sabendo, depois de perguntar para ter alguma notícia, que o cartão estava dentro do quarto. Só que quando chegamos ao quarto, ele estava fechado. É que as malas também são deixadas dentro do quarto, e quando o entregador saiu deve ter deixado bater a porta e pronto: tive que sair pelo navio a procurar o deck da recepção - atendimento ao hóspede, para fazer um novo cartão. Chegando lá, havia uma fila enorme de pessoas com o mesmo problema. Além de indignado com o fato de não poder entrar, fiquei receoso pela falta de segurança: e aquelas portas que ficam só encostadas, em quartos com a bagagem e o cartão da gente lá dentro, ao alcance de qualquer um que tenha más intenções? Falei sobre isso na recepção, mas a atendente simplesmente respondeu: aqui na Costa é assim.
Diferente de outras companhias, onde há café, suco, comida e às vezes até sorvete todo o tempo, naquele navio da Costa só tem café disponível no café da manhã e no café da tarde. Suco, só de manhã. Água e gelo apenas em dois ou três lugares e em alguns horários.
A comida no restaurante a la carte também não correspondeu à expectativa: num jantar havia um espetinho frito: carne de boi dura, carne de galinha e de porco lavados, com uma cobertura à milanesa, tudo molenga e gorduroso. Outro dia serviram um peixe com legumes, tudo boiando em gordura. Serviram também, num dos dias, um prato de bacalhau, que consistia em uma pilha de fatias de batata com uma pasta rala de peixe entre elas. Gorduroso. Houve também uma casquinha de siri, no menu, que pedi imediatamente logo que vi, animado, mas siri não tinha nenhum: parecia macarrão. E assim por diante. Então resolvemos comer só no restaurante self service, onde até encontramos bons pratos, ao longo dos dias: salada de polvo, camarões grandes, postas de bacalhau, etc. O navio é de origem italiana, então as massas eram muito boas.
Mas a cereja do bolo foi o que fez um garçom, em um dos bares: debitou meu pedido em outra conta e de outro hóspede no meu cartão e trocou os cartões de  pagamento e o outro hóspede que recebeu o meu cartão  comprou com ele. Várias compras. A primeira eu consegui estornar no dia seguinte, pois o atendente da madrugada anotou, assim que eu descobri a troca e fui devolver o cartão que não era meu. As outras, no penúltimo dia ainda não tinham sido estornadas, porque apesar de terem tirado cópia de respectivo recibo e comprovado que a assinatura não era minha, o estorno não foi feito porque tinha que ser feito pelo garçom que me atendeu. Esperei que falassem com o garçom e quando voltei, lá pela sétima vez à recepção, a recepcionista me disse que o garçom lhe disse que não havia nenhum problema, que ele tinha falado comigo e acertado tudo. Se ele tivesse voltado e falado comigo, teríamos acertado, destrocado os cartões e nada daquela incomodação – para mim – estaria acontecendo. Além do erro de debitar a minha conta na conta do outro hóspede e do outro hóspede na minha conta e entregar os cartões e contas trocados, ele mentiu. Sem contar que a recepcionista mostrou-me uma comanda no meu nome com uma assinatura que não batia com a minha, o que comprovava que a compra não fora feito por mim e então eu, aliviado, disse: então está provado, pode verificar as outras comandas que vão estar com a mesma rubrica, que não é minha. Ao que a recepcionista olhou para a comanda e para mim e disse: pois é, mas qualquer um pode fazer uma assinatura diferente da verdadeira. Quer dizer: eu devolvi o cartão que não era meu assim que descobri a troca, não comprei absolutamente nada em uma conta que não era minha, o outro hóspede fez várias compras com o meu cartão e eu é que fui chamado de desonesto e ladrão. Porque a recepcionista insinuou, muito diretamente, que eu poderia ter falsificado a minha assinatura para não pagar a conta. Mas eu não fiz nenhum barraco, só questionei que nunca mudei a minha assinatura, ela sempre foi a mesma, e eu não falsificaria por tão pouco nem por muito mais, pois sabia que se encrencasse, nunca estornariam o que não fui eu que comprei e era capaz de aparecerem outras compras. No último dia do cruzeiro fizeram o estorno.
Coisinhas menores: o garçom do restaurante a la carte insistia em trazer em dobro os pedidos da gente: pedia uma garrafa de alguma coisa, vinha duas. E não era problema de idioma, pois eu falo também inglês e usava sinais, para não haver dúvidas. Acabamos desistindo. No quarto, a gente precisava pedir a reposição de sabonete, de toalhas, por exemplo, que deveriam ser repostos automaticamente.
E para encerrar com chave de ouro, o fechamento da conta, na Costa, não pode ser feito na última noite, como em outras companhias, somos obrigados a enfrentar uma fila quilométrica na manhã que devemos deixar o navio para o encerramento: pegar dinheiro de volta ou pagar diferença.
Num país com uma costa enorme como a do Brasil, com apenas dois cruzeiros, um para a Argentina e outro para Salvador e um mini para o litoral de São Paulo e Rio, com apenas duas ou três companhias fazendo cruzeiros, ficamos sujeitos a esse tipo de coisa. E os problemas não foram só conosco: nas filas, que eram muitas, ouvi muitas outras histórias parecidas: uma delas, uma senhora ganhou num concurso um jantar num restaurante pago. Foi com o marido usufruir do jantar e lá dentro do restaurante, na mão dos garçons, o cartão de pagamento sumiu e ninguém mais conseguiu encontra-lo. Tiveram que fazer outro.
Então, quem não viajou ainda por essa companhia, que não é das mais baratas, frize-se, melhor pensar duas ou três vezes. São muitos pontos negativos e muito poucos positivos. Infelizmente. Sem contar um atendente e uma atendente na recepção atendiam muito mal o hóspede. E a avaliação do cruzeiro, dos serviços do cruzeiro, por parte dos hóspedes, que até o ano passado era feito no final da viagem, no navio, e agora mudaram para ser feito on line depois de terminada a viagem, não aconteceu. Pediram, no navio, o nosso e-mail para recebermos em casa, após 48 horas do desembarque, o formulário de avaliação,l mas hoje já faz uma semana que desembarcamos e nada chegou. E acho que nem vai chegar. Mas marketing veio.